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Re: PEIXE-BOLSONARO

Enviado: 22 Nov 2025, 12:56
por Yuri Machado de Barros
essa é para vc LULA :

" A PIOR PRISÃO É A DA CONSCIÊNCIA "

o abismo da profundeza intelectual e moral......



"

Re: PEIXE-BOLSONARO

Enviado: 23 Nov 2025, 13:46
por Yuri Machado de Barros
KKKKKKKKK.........o cara DERRETEU a tornozeleira com um ferro de solda..........KKKKKKKKKKKK..........."CURIOSIDADE".........KKKKKKKKKKKK

https://www.youtube.com/watch?v=7z2UNuL0dks

Re: PEIXE-BOLSONARO

Enviado: 25 Nov 2025, 10:27
por Yuri Machado de Barros
APEX e a narrativa publicitária.

A Campanha da ApexBrasil tenta "reposicionar a exportação no imaginário coletivo", como se fosse sinônimo de desenvolvimento.

É uma narrativa que mascara a concentração de renda e o desequilíbrio fiscal.

Os dados de 2025 são um verdadeiro balde de água fria na narrativa do “Brasil em crescimento”.

Queda brutal no ranking global de crescimento

O Brasil despencou do 5º para o 32º lugar em 2025.

Selic em 15% ao ano.

O agro puxa o PIB, mas não puxa a arrecadação.

Tem PIB, mas tem rombo.

O discurso do “PIB crescendo” esconde uma engenharia fiscal que, no fundo, pode estar corroendo a sustentabilidade do próprio crescimento.

Há uma contradição estrutural.

O PIB gerado pelo agronegócio, não cobre o déficit fiscal causado pela renúncia tributária.

O setor recebe subsídios bilionários e paga tarifa zero nas exportações.

O governo atual financia a competitividade do agro sem retorno proporcional em arrecadação.

O "celeiro" do mundo está destruindo a economia e a natureza.

O governo gasta mais do que arrecada, com o esse tal do AGRO.

Re: PEIXE-BOLSONARO

Enviado: 25 Nov 2025, 13:33
por Yuri Machado de Barros
O ponto central da contradição brasileira:

A política fiscal de Lula em 2025 tem buscado ampliar acordos de tarifa zero com os EUA.

Mas isso gera fortes impactos econômicos e ambientais.

Os incentivos fiscais e subsídios ao agronegócio criam uma corrida desenfreada pela exportação, com impactos econômicos e ambientais muito pesados. icon_diablo

Subsídios bilionários + tarifa zero nas exportações → estimulam artificialmente a competitividade externa.

Isso gera uma expansão acelerada da fronteira agrícola, sem contrapeso em arrecadação fiscal.

O resultado é desmatamento em áreas florestais e avanço sobre terras indígenas, muitas vezes em conflito com direitos constitucionais.

A política de tarifa zero praticada por Lula tem consequências :

Econômicas: o PIB do agro não cobre o déficit gerado pela renúncia tributária.

Ambientais: destruição de florestas, aumento da temperatura global, aceleração da mudança climática.

Sociais: comunidades indígenas e ribeirinhas sofrem com invasões de terras e poluição dos rios.

Re: PEIXE-BOLSONARO

Enviado: 25 Nov 2025, 14:27
por Yuri Machado de Barros
o Plano Safra 2025 liberou R$ 516,2 bilhões para o agronegócio, enquanto ao mesmo tempo houve negação de cerca de R$ 4 bilhões em recursos para os Correios, que pediam reforço para modernização e expansão de serviços.

Os Correios solicitaram cerca de R$ 4 bilhões para investimentos em logística, digitalização e infraestrutura.

O governo negou esse aporte, alegando restrições fiscais e necessidade de contenção de gasto.

Há uma assimetria brutal — enquanto o agro recebe meio trilhão de reais em apoio, os Correios ficam sem os R$ 4 bilhões que pediam para continuar funcionando bem.

A Constituição Federal de 1988 não criou o Programa Nacional de Desestatização (PND) em 1990 pela Lei nº 8.031, mas estabeleceu princípios que abriram espaço para políticas de privatização.

Em resumo: a Constituição de 1988 forneceu a base legal e ideológica para a abertura econômica e a redução da presença estatal em setores produtivos. A Lei nº 8.031/1990 operacionalizou essa diretriz, criando o PND.

Re: PEIXE-BOLSONARO

Enviado: 27 Nov 2025, 12:08
por Yuri Machado de Barros
A NARRATIVA DO GOVERNO : desestatização

Fernando Haddad critica o Correios

Em entrevistas, Haddad disse :

"A obrigação da estatal de entregar cartas em áreas remotas, o que gera custos elevados."

"A quebra do monopólio, já que concorrentes privados só atuam em serviços lucrativos, sem obrigação de atender regiões deficitárias."

O CONTRAPONTO : em defesa das estatais

Correios como serviço essencial

Diferente do agroexportador, os Correios têm função social e econômica estratégica:

Integração nacional: chegam a locais onde empresas privadas não atuam, garantindo acesso à comunicação e comércio.

Distribuição de renda: ao permitir que pequenos negócios vendam e entreguem em todo o país, ajudam a reduzir desigualdades regionais.

Pandemia: foram fundamentais para entrega de medicamentos, insumos hospitalares e compras online, sustentando o comércio quando o contato físico estava restrito.

O MAIS IMPORTANTE :

Mesmo com prejuízos financeiros recentes, os Correios cumprem uma missão pública que não pode ser medida apenas em balanço contábil.

Ou seja: enquanto a renúncia fiscal do agro favorece poucos e custa caro ao Estado, os Correios custam ao Estado, mas beneficiam muitos.

— especialmente em momentos críticos como a pandemia.

Quando se coloca lado a lado os números da renúncia fiscal do agro e os subsídios do Plano Safra, o contraste com o déficit dos Correios fica gritante.

Renúncia fiscal + subsídios ao Agro

Renúncia fiscal nas exportações: cerca de R$ 158 bilhões/ano.

Subsídios do Plano Safra: aproximadamente R$ 516 bilhões em crédito rural subsidiado.

Total: mais de R$ 674 bilhões em apoio direto e indireto ao setor agroexportador.

Beneficiados: principalmente grandes exportadores e conglomerados financeiros que concentram o acesso ao crédito e às isenções.

IMPACTO: Concentração de renda e perda de arrecadação que poderia financiar políticas públicas universais.

Correios :

Déficit : cerca de R$ 4 bilhões em 2025.

Função social: serviço essencial que garante integração nacional, distribuição de renda e apoio ao comércio eletrônico.

Durante a pandemia, os Correios foram fundamentais para entrega de medicamentos, insumos hospitalares e compras online, sustentando pequenos negócios e famílias.

MESMO COM DÉFCIT, O RETORNO SOCIAL É AMPLO E DIFUSO

Em termos de escala fiscal, os R$ 4 bilhões dos Correios são irrelevantes perto dos R$ 674 bilhões destinados ao agro.

E em termos de função social, os Correios têm impacto muito mais democrático e inclusivo.

Re: PEIXE-BOLSONARO

Enviado: 27 Nov 2025, 13:16
por Yuri Machado de Barros
PONTOS ADICIONAIS :

1. Segurança Nacional e Soberania

Correios não são apenas uma empresa: são parte da infraestrutura crítica do Estado.

Garantem sigilo e segurança em comunicações oficiais, judiciais e eleitorais (inclusive no transporte de urnas e documentos da Justiça Eleitoral).

Privatizar significaria entregar dados sensíveis e estratégicos a conglomerados privados ou estrangeiros.

2. Universalização do Serviço

Empresas privadas atuam apenas onde há lucro.

Correios asseguram que comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas e regiões amazônicas tenham acesso a comunicação e comércio.

Isso é um direito de cidadania, não apenas um serviço comercial.

3. Eficiência Comparativa

Apesar do déficit pontual, os Correios têm histórico de superávit em vários anos.

O déficit recente decorre de políticas de sucateamento e falta de investimentos, não de incapacidade estrutural.

Diferente de empresas privadas, que recebem subsídios e renúncias fiscais bilionárias, os Correios operam com muito menos apoio estatal.

4. Função Econômica Estratégica

Correios são fundamentais para o e-commerce brasileiro, especialmente para pequenos negócios que não têm acesso a transportadoras privadas.

Sem Correios, o custo logístico para micro e pequenas empresas aumentaria, concentrando ainda mais o mercado nas mãos de grandes players.

5. Comparação Internacional

Países desenvolvidos mantêm serviços postais estatais fortes (ex.: USPS nos EUA, La Poste na França, Royal Mail no Reino Unido até recentemente).

Muitos enfrentam desafios financeiros, mas são preservados por sua função pública e estratégica.

O Brasil não estaria “atrasado” por manter os Correios estatais; estaria alinhado com a lógica de soberania e inclusão.

6. Custo Social da Privatização

Privatizar não elimina custos: transfere-os para o cidadão.

Tarifas mais altas, exclusão de regiões não lucrativas e precarização de trabalhadores seriam consequências diretas.

O “déficit” de R$ 4 bilhões é, na prática, um investimento social que retorna em integração nacional e inclusão econômica.

“Os Correios não são apenas uma empresa: são um elo de soberania, cidadania e integração nacional. O déficit é pequeno diante do retorno social que oferecem.